Famílias recorrem a alternativas em vez de creches e infantários, mas Portugal continua a ser o país mais barato da Europa para o acolhimento de crianças
Entre hoje e quinta-feira, 17 de Setembro, começam as aulas para mais de dois milhões de crianças e adolescentes portugueses, da pré-escola ao secundário, que não frequentam a escola desde 12 de Março e que terão agora de lidar com um ambiente muito diferente do que estavam habituados. O contexto da pandemia e do novo normal obrigará os alunos a cumprir regras específicas a fim de reduzir o risco de transmissão de Covid-19 e evitar surtos nas escolas.
Por outro lado, muitos pais estão preocupados com o regresso à escola e a preferência por babysitters a tempo inteiro em vez de jardins-de-infância e creches aumentou 14%. Segundo o inquérito realizado pela Yoopies – plataforma internacional que facilita o contacto entre a oferta e a procura de babysitting e serviços domésticos – a procura de cuidados infantis para crianças aumentou em comparação com o mesmo período de regresso à escola no ano passado. Relativamente aos preços cobrados pelas babysitters, todos os distritos registaram um aumento na tarifa horária, com excepção de Lisboa e Porto – onde se concentra a maioria dos casos de covid-19, que tiveram os seus preços reduzidos em 8,6% e 0,80%, respectivamente.
Mais da metade dos pais portugueses não quer que os filhos regressem à escola
As consequências óbvias da crise sanitária e económica levaram muitas pessoas a candidatarem-se à profissão de babysitter, uma ocupação entendida como flexível, fácil de aplicar numa base temporária, enquanto esperam por uma recuperação económica e laboral mais estável. O aumento da oferta no setor foi também encorajado pela percepção de uma forte necessidade das famílias regressarem ao trabalho com escolas fechadas ou a funcionar a curto prazo. Segundo o inquérito Yoopies, realizado no final de Agosto para as famílias inscritas na plataforma, os portugueses são os mais relutantes quanto ao retorno das aulas presenciais: 56% dos inquiridos receiam uma segunda vaga da doença, não sabem se todas as normas recomendadas pela Direcção-Geral de Saúde serão cumpridas e, consequentemente, estão preocupados com a segurança das crianças e com o bem-estar geral da família.
Como alternativa ao encaminhamento das crianças para creches e infantários, muitos pais estão a utilizar plataformas de serviço doméstico online para procurar babysitters que possam cuidar dos seus filhos, uma vez que 60% dos pais entrevistados trabalham a tempo inteiro e 20% não têm a possibilidade de ficar em casa com as crianças se as escolas voltarem a fechar devido ao aumento de casos de Covid-19. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 14% nos pais que procuram serviços de babysitting na Yoopies e uma das prioridades exigidas pelas famílias é que o serviço possa ser realizado a tempo inteiro. → Clique aqui e aceda ao infográfico completo: Regresso às aulas e Covid-19.
O sector dos cuidados infantis enfraquecido pela crise do Covid-19
Para além da procura de babysitting, o preço cobrado por hora nos principais distritos portugueses também aumentou. Com excepção de Lisboa e Porto, que foram os únicos distritos a registar uma redução no preço médio – 8,6% e 0,80% respectivamente – todos os outros distritos registaram um ligeiro aumento nos preços cobrados pelas babysitters, uma vez que a classe trabalhadora foi duramente atingida durante o período de confinamento, particularmente devido ao custo do tempo de inactividade para os cuidados parentais. Nos grandes centros urbanos, a perda de empregos devido à crise e as rendas mais caras podem explicar o aumento considerável do número de babysitters registados na plataforma (+25%), bem como a diminuição do custo médio horário recomendado para “vencer a concorrência” e a idade mais avançada dos profissionais registados na plataforma (34 anos em comparação com 29 no ano passado).
O relatório mostra como Castelo Branco (8,90 euros/hora), Faro (8,70 euros/hora) e Évora (8,60 euros/hora) continuam a ser as regiões com as tarifas mais caras; Guarda (6,68 euros/hora), Vila Real (6,11 euros/hora) e Leiria (6 euros/hora) as mais baratas. Quanto às cidades, mais modestas são as taxas de Póvoa de Varzim (6,56 euros/hora), Leiria (6,34 euros/hora) e Espinho (6,05 euros/hora), enquanto Agualva-Cacém (8,10 euros/hora), Estoril (7,97 euros/hora) e Alverca do Ribatejo (7,96 euros/hora) estão no topo da lista das capitais mais caras. → Clique aqui e descubra o infográfico completo das tarifas médias de acolhimento infantil nos distritos portugueses.
Portugal – o país mais barato da Europa para o acolhimento infantil
A Yoopies tem actualmente mais de 3.000.000 perfis de baby-sitter em 16 países europeus. Tal como nos anos anteriores, a Suíça continua a ser o país mais caro da Europa para a guarda de crianças em casa, 14,40 euros (15,51 CHF). Em segundo lugar está a Alemanha com uma taxa de 9,43 euros, seguida pela Grã-Bretanha com uma média de 9,32 euros (£8,47). A Itália (7,75 euros), Espanha (7,68 euros) e Portugal (7,49 euros) são os 3 países com as taxas mais modestas.
Sobre a Yoopies: Criada em 2012 por Benjamin Suchar e Jessica Cymerman, a Yoopies rapidamente tornou-se a principal plataforma de acolhimento infantil da Europa. Sediada em Paris e presente em 19 países, a start-up expandiu suas atividades de modo a incluir os serviços de limpeza, apoio domiciliário a idosos e pessoas dependentes, pet sitting e apoio escolar. Com base na recomendação social de mais de 3 milhões de membros, a Yoopies permite que os seus usuários escolham o seu funcionário com total confiança. A Yoopies também disponibiliza uma oferta corporativa, a YoopiesAtWork, que permite às empresas oferecer uma ajuda concreta diante dos desafios domésticos enfrentados diariamente e assim, melhorar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos seus colaboradores.