O dilema do regresso ao trabalho com as creches e escolas fechadas
A fase de desconfinamento da crise do coronavírus traz novos desafios para as famílias portuguesas que têm crianças. Em breve, muitos pais que deixarão o regime de teletrablho – mesmo a tempo parcial – terão de pensar em alternativas viáveis para o período em que não podem ficar em casa a cuidar dos filhos, uma vez que as escolas e creches permanecerão fechadas (pelo menos) até ao dia 1 de Junho e o regresso dos alunos às aulas presenciais será diferenciado de acordo com os ciclos. Face a isto, a Yoopies – uma plataforma internacional que facilita o contacto entre a oferta e a procura de babysitting e serviços domésticos – perguntou como é que a sua comunidade familiar está a lidar com a situação actual.
Após 1 de Junho, metade dos pais devem retomar a actividade profissional fora de casa ou em regime de teletrabalho parcial
De acordo com os dados do estudo realizado pela Yoopies, durante o período total de confinamento, em cerca de 89% dos lares analisados, pelo menos um dos dois pais pôde ficar em teletrabalho, podendo assim tomar conta das crianças. Só em 11% dos casos é que ambos os pais continuaram a trabalhar fora de casa como trabalhadores dos sectores-chave. Ao observar o horizonte temporal após o confinamento, a partir de 1 de Junho – quando o teletrabalho se torna parcial, com horários defasados ou equipas espelhadas – vemos como as famílias inquiridas estão divididas em dois grupos:
- 56% em que ambos os pais terão de voltar ao trabalho (mesmo que em regime de teletrabalho parcial);
- 44% em que um dos dois pais poderá ficar em casa com as crianças, a continuar a trabalhar num regime de teletrabalho total ou sem trabalho devido à suspensão das actividades.
Sem creches e escolas, famílias não têm plano B
Para os pais que terão de regressar ao trabalho fora de casa e terão, portanto, de pensar em alternativas para conciliar a carga de trabalho de ambos, surgem as seguintes soluções para a gestão e os cuidados infantis:
- 43% pensam em obter a ajuda de uma babysitter
- 39% pensam em recorrer a ajuda de amigos ou familiares
- 18% dos pais afirmam que ainda não encontraram uma solução e que estão a pensar na possibilidade de suspender o trabalho ou na alternativa extrema de pedir uma licença não remunerada
“Sendo incapaz de cuidar de crianças o tempo todo e sendo uma mãe solteira, não sei como me organizar”.
“A única possibilidade é eu, mãe, negociar com a minha empresa um período de licença por tempo indeterminado”. “Não sabemos mesmo a quem deixar as crianças, isso é um problema”.
E a carga mental dos pais que continuam a trabalhar de casa?
Os pais que continuam em casa com os seus filhos têm grandes problemas em conciliar a vida profissional com os cuidados infantis. Embora 45% dos pais revelam que são organizados e estão a lidar bem com a situação, 55% mostram que estão a passar por dificuldades consideráveis, como as descritas a seguir:
“Requerem muita atenção, temos de preparar as refeições, mudar as fraldas, vigiar para que não se magoam, entretê-los…”.
“Por vezes temos reuniões ou telefonemas ao mesmo tempo, só que temos uma menina de 10 anos que precisamos de ajudar com os trabalhos de casa e uma menina de 2 anos que temos sempre de vigiar”.
“Temos dois filhos pequenos que requerem a nossa atenção durante todo o dia. Revezamo-nos, mas nos turnos em que não temos as crianças, além de trabalhar, temos de cuidar de coisas da casa”.
“Ambos trabalhamos na mesma intensidade e ao mesmo tempo (8 horas) e, além disso, temos de estar com as crianças para ter aulas e pensar em actividades para que elas não fiquem tristes, aborrecidas, deprimidas…”.
Por este motivo, destacam-se 49% das famílias com crianças em idade escolar que gostariam de ter a ajuda de um tutor ou de um professor particular, tanto em termos de trabalhos de casa como de apoio escolar. Quando perguntadas se as crianças estão a receber as informações e as aulas de que necessitam, 59% consideram que por vezes existem certas dificuldades (conteúdo desequilibrado, problemas de ligação…), 13% revelam que o centro educativo tem sérios problemas de organização e 28% acreditam que tudo está a correr sem dificuldades.
👉 Clique aqui e aceda ao infográfico com os resultados completos do inquérito realizado pela Yoopies.

Sobre a Yoopies: Criada em 2012 por Benjamin Suchar e Jessica Cymerman, a Yoopies rapidamente tornou-se a principal plataforma de acolhimento infantil da Europa. Sediada em Paris e presente em 19 países, a start-up expandiu suas atividades de modo a incluir os serviços de limpeza, apoio domiciliar a idosos e pessoas dependentes, pet sitting e apoio escolar. Com base na recomendação social de mais de 3 milhões de membros, a Yoopies permite que os seus usuários escolham o seu funcionário com total confiança. A Yoopies também disponibiliza uma oferta corporativa, a YoopiesAtWork, que permite às empresas oferecer uma ajuda concreta diante dos desafios domésticos enfrentados diariamente e assim, melhorar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos seus colaboradores.